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Domingo, 19 de Setembro de 2021
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Tereza Cristina descarta ser vice de Bolsonaro e afirma que prioridade é o “projeto MS”
Ministra da Agricultura diz que indicação para vice não passa se especulação e prioridade continua sendo MS, onde poderá disputar o Senado ou o Governo em 2022 (Foto: Marcos Ermínio/Midiamax)

A ministra da Agricultura e Pecuária, Tereza Cristina Corrêa da Costa Dias, descartou a proposta de ser candidata a vice-presidente da República na chapa de Jair Bolsonaro (sem partido). Ela afirmou, na noite desta segunda-feira (9), que a sua indicação não passa de especulação e mantém o “projeto Mato Grosso do Sul”.
Tereza Cristina trabalha para ser candidata a senadora nas eleições de 2022. Ela vem percorrendo o Estado em companhia do atual secretário estadual de Infraestrutura, Eduardo Riedel, cotado para ser o candidato a governador pelo PSDB. Neste cenário, o governador Reinaldo Azambuja (PSDB) abriria mão de disputar o Senado para a democrata e concorreria  uma das oito vagas na Câmara dos Deputados.
No entanto, a ministra também é cortejada para ser candidata a senadora na chapa do ex-governador André Puccinelli (MDB). Em entrevista a diversos veículos, o emedebista tem ressaltado que contará com o apoio da ministra na disputa do Governo. Tereza foi secretária estadual de Produção nos dois mandatos de Puccinelli.

O nome da ministra para substituir o general Hamilton Mourão (PRTB) voltou a ser considerado entre os assessores mais próximos do presidente da República, conforme o site O Antagonista e a revista Veja. Representante do agronegócio e deputada federal licenciada, ela é considerada como ideal para Bolsonaro ampliar o seu eleitorado.

Ao participar da inauguração da obra de ampliação do Aeroporto Internacional de Campo Grande, a ministra descartou ser candidata a vice-presidente da República. “Não existe tratativa com Bolsonaro, isso é mera especulação de quem fez cenários. Para mim é grande honra ser lembrada para ter essa oportunidade, mas não existe esta conversa. Meu projeto é Mato Grosso do Sul”, afirmou ao jornal Midiamax.

Tereza também pode ser candidata a governadora do Estado caso fracasse a aliança com Riedel ou Puccinelli. Ela pode ser a candidata tanto pelo DEM como pelo Progressistas. Em Brasília, os bastidores dão como certo que a ministra acompanhará Bolsonaro na nova legenda. Ela está no 2º partido e pode se filiar ao 3º para disputar as eleições de 2022.

“Estou tendo conversa com todos, decisões serão tomadas mais para frente. Eu tenho conversado muito com o DEM, com todos os atores para ver como se encaminham as próximas eleições”, destacou.

Tereza Cristina lidera as pesquisas para a disputa do Senado em Mato Grosso do Sul em 2022. A vaga atual é da senadora Simone Tebet (MDB), que ainda não decidiu se disputa a reeleição ou a presidência da República. A emedebista quer ser a candidata para ser a 3ª via.